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28/09/2012

Alter do Chão - O Caribe Brasileiro

Ah Brasil... cada vez você me faz mais feliz!!! Um dos mais belos destinos do meu país.

Alter do chão é uma vila turística localizada a 32 Km de Santarém, no Estado do Pará e 1.513 Km de Belém. O acesso é feito a partir de vôo até Santarém e, de lá, traslado via terrestre em estrada asfaltada.

A melhor época para se visitar é de setembro a novembro, e além de praias ainda existem algumas cachoeiras (não fomos), passeios na floresta e pescaria. No verão Amazônico (que vai de julho a dezembro) as águas do rio chegam a baixar 10 metros, deixando surgir incríveis areias brancas e criando estas praias de água doce.

No segundo final de semana de setembro acontece a Festa do Çaire ou Saire... encontrei as duas opções. É a festa típica do local com apresentações. Estávamos uma semana antes, acompanhando na verdade os preparativos e ensaios pela cidade... um charme!

Águas Cristalinas do Tio Tapajós/Crédito: BárBara Erig
O Rio Tapajós (afluente do Rio Amazonas) possui águas esverdeadas e cristalinas, esqueça a sua visão de rio turvo e escuro. Esta é uma característica única entre os afluentes do Rio Amazonas devido as diferentes velocidades e densidades das correntes. Para quem já esteve no encontro das águas em Manaus-AM presenciou este fantástico espetáculo do encontro com as águas barrentas do Amazonas. Não é água saldada. É doce mesmo... e o melhor, morninha!

Nossa experiência em Alter do Chão foi mágica. Seguem algumas dicas do Caribe Brasileiro:




Tucunaré à Cubano Crédito: BárBara Erig
Crédito: BárBara Erig


Ficamos Hospedados no Hotel Mirante da Ilha. Nota 10 para as acomodações, atendimento e principalmente restaurante... para ter uma idéia, meus últimos dois almoços e jantares foram o Tucunaré à Cubano...

Servido com arroz à grega, banana e abacaxi à milanesa.. hummm!!!
Até para quem não gosta de peixe como eu






Praia do Pindobal - água limpa, de azul intenso e morna, areia grossa, com vista para o infinito...

Pindobal / Crédito: BárBara Erig

Dá para chegar de carro e de barco, fomos dos dois jeitos. De barco com 6 adultos e 1 criança pagamos R$130,00 (cento e trinta reais) no início de setembro de 2012. De carro são 8km de estrada de chão, mais o aluguel do carro e combustível.

Nossa sugestão, para você que está de férias é não ir para esta praia nos finais de semana e aproveitar a tranquilidade dos dias de semana... a praia fica praticamente só para você.

Sugestão de parada: Barraca Katryne (93) 9161.8711 - Eles não deixam você trazer o seu isopor...

Pedimos Tucunaré e bolinho de pirarucú (este alguns acharam com gosto de águario... bem lavado) rsrs.
Vila de Alter - Vista para Ilha do Amor Crédito: BárBara Erig

Curiosidade Cultural: Como em Floripa, todo florianopolitano é carinhosamente apelidado de manezinho, em Alter do Chão chamamos os indivíduos que são de origem ou moram na região do Rio Tapajós, e dos nascidos na cidade de Santarém - PA, de Mocorongo. Estranho não? (fonte: http://www.significados.com.br/mocorongo/)

Principais Atrações:

Artesanato Local: Arariba - sugiro dar uma passadinha lá... eles recebem de vários produtores locais. Comprei um colar lindo, feito pelos índios do Kaiapó.

Bombons Tradicionais: para levar de presente para os amigos e parentes que não conhecem o gostinho do Pará, entre em contato com a D. Raimunda 93 9150.0049. Cupuaçu e Castanha vieram na bagagem para Floripa.

Aluguel de bike: Vale alugar uma magrela para conhecer a cidade, era o nosso principal meio de locomoção, locamos para a família inteira e saimos todos no passeio (nunca perto do meio dia - o calor não deixa!!!) Contato: Regis da Alves Bike, bem pertinho da igreja.

Ponta do Cururu: ideal para ver o por do sol (um dos mais bonitos que já vi) mas não tem estrutura nenhuma. Leve água. Tivemos a sorte de ver vários golfinhos tucuxi (cinza). Localizada próxima a vila de Alter do Chão, com acesso pelo rio uns 30 minutos.

Ponta do Cururu - Pôr do Sol e Observação de Botos Tucuxi Crédito: BárBara Erig

Lago Tapari: Ótimo restaurante na parte de cima de um mini penhasco... Peça o Pirarucu na manteiga e no escabeche (um molho regional a base de molho de tomate).

Pôr do Sol visto da Ilha do Amor
Crédito: BárBara Erig
Cerveja Regional
tipo exportação
Crédito: BárBara Erig

Ilha do Amor: bem em frente a vila de Alter do Chão, preço por travessia R$ 3,00 por pessoa ou 10,00 de voadeira (acho que só na baixa temporada). Acho que mais perto de novembro dá até para ir nadando/andando.

Curta o passeio de caiaque por R$ 5,00 por pessoa por 1 hora.

Dica Telefônica: Quem tem telefone vivo se dá bem... as outras operadoras não funcionam muito bem!!!

Para beber: Tijuca e Cerpinha. Compre direto na distribuidora com um isopor ou uma caixa térmica.

Cardápio de um barzinho da Ilha do Amor
Crédito: BárBara Erig

Dica da Mala: 

::Uma bóia ou um pequeno bote para aproveitar a calmaria das águas do Tapajós...
::Sombrinha ou Guarda-sol, essencial para as praias que não oferecem esta infra estrutura.
::Óculos, Chapéu, viseira, boné! E muito protetor solar, você não irá encontrar a sua marca favorita na única farmácia de Alter, apenas em Santarém.
::Rede (de tecido de para quedas) e corda... Muitas árvores esperam por sua cesta pós almoço.
::Não fomos picados por mosquitos (desta vez) mas vale a pena colocar na mala.
::Caixa Térmica - você pode comprar lá, e já vai servir para trazer as encomendas tipo bombons e peixe congelado. (Todo mundo que visita o Pará gostaria de voltar com um isopor para casa)

::Um bom livro e uma boa seleção de músicas...













09/03/2010

Destino: Hemisfério Norte

Olá acompanhantes de bordo do blog Vista do Canal, desta vez atravessei o Brasil para chegar a capital do Amapá.

A viagem já começou turbulenta, com a saída de Floripa depois de uma semana intensa de trabalho e diversão. A correria para arrumar as malas e chegar a tempo no aeroporto, nem me indicava que eu teria que ter muita paciência.

De Floripa a São Paulo a viagem foi tranquila. O primeiro chá de cadeira foi em Congonhas. Algumas horas e alguns cafés frios eu embarcava para mais um trecho de viagem:

Sampa - Brasília (nem saí da aeronave) mas deu para ver a cidade toda quadradinha...

De Brasília a Belém a minha companhia foi meu Iphone, com muita MPB para enaltecer o país lindo de qualquer forma que eu estava atravessando...

Foi em Belém às 2 da manhã que desejei tanto descer... para tomar um sorvete da Ice Bode de Castanha, dar uma corridinha na Portinha e levar tudo o que eu morro de vontade de deliciar, sentir aquele ar quente e abafado, ouvir o sotaque belemense e quem sabe dar sorte de ouvir um bregão na rádio local...

Mas, também não pude sair do avião, pois meu destino final era Macapá (na formatura da minha cunhada em Administração na Estácio de Sá)




Quase chegando em Macapá é que vem uma voz da cabine nos falando que nos céus de Macapá estava acontecendo um fenômeno Meteorológico... sobrevoei a capital do Amapá e aguardamos quase estáticos no ar até o limite do combustível (palavras do Piloto da Gol) e voltamos para Belém...

Acreditem de tanto desejar... passei a madrugada no Val de Cans e vi o nascer do sol mais lindo daquela capital... Passei a madrugada em claro, e sentada numa cadeira horrível, desejando uma cama macia... O vôo finalmente continuou às 8 e pouco da manhã.


Dormir foi umas das primeiras coisas que fiz em Macapá.